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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pete Townshend diz sobre juventude atual: "São apenas drogas diferentes agora"

O guitarrista do The Who, Pete Townshend, concedeu uma entrevista ao tabloide britânico The Sun e comparou a juventude atual com a da época de Quadrophenia, disco lançado em 1973. O músico disse: "Vá visitar lugares de dança em Londres – são apenas drogas diferentes agora. (...) Na época dos mods havia uma droga que todo mundo usava, que eram as anfetaminas".

"Sempre há esse desejo para pessoas que estão lutando de qualquer forma para saírem de suas cabeças", declarou Pete. "Quando escrevi o Quadrophenia estávamos no meio de uma semana de três dias e no meio da greve dos mineiros. Agora há uma ilusão para os jovens da possibilidade e da esperança – mas é só uma ilusão. Você sai de uma universidade com um diploma e não consegue um emprego. Não são bons tempos para a juventude de nosso país", concluiu o guitarrista.

As faixas do álbum citado por Townshend falam sobre Jimmy, um jovem que busca encontrar um lugar em uma sociedade que passa por diversos problemas econômicos. Em 1979, um filme baseado nesta história foi lançado pelo grupo.

Quadrophenia completa, este ano, 40 anos de lançamento e o grupo anunciou uma turnê comemorativa por diversas cidades pelo mundo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Grandes nomes do rock prestam tributo ao The Who em CD

Um disco tributo ao The Who será lançado no dia 2 de outubro, no Reino Unido. Além de artistas/bandas tocarem as músicas do grupo, algumas faixas foram gravadas por grupos formados especialmente para a ocasião. Assim, há a participação de nomes como Iggy Pop e The Raveonettes, e músicas gravadas por Ted Turner (Wishbone Ash) + Ian Paice (Deep Purple), e Peter Noone (Herman’s Hermits) + Peter Banks (Yes) + Ginger Baker (Cream). Ao todo, “Who Are You - An All Star Tribute to The Who” tem 16 faixas, veja:

1- Eminence Front – John Wetton (Asia) + KK Downing (Judas Priest) + Derek Sherinian (Black Country Communion)
2- Baba O’Riley – Nektar + Jerry Goodman (Mahavishnu Orchestra)
3- I Can See for Miles – Mark Lindsay (Paul Revere and the Raiders) + Wayne Kramer (MC5)
4- Love Reign O’er Me – Joe Elliott (Def Leppard) + Rick Wakeman + Huw Lloyd-Langton (Hawkwind) + Carmine Appice (Vanilla Fudge)
5- My Generation – Knox (Vibrators) + Dave Davies (Kinks) + Rat Scabies (Damned)
6- The Kids are Alright – The Raveonettes
7- Won’t Get Fooled Again – Sweet
8- Anyway Anyhow Anywhere – Todd Rundgren + Carmine Appice
9- I Can’t Explain – Iggy Pop
10- Behind Blue Eyes – Pat Travers
11- Magic Bus – Peter Noone (Herman’s Hermits) + Peter Banks (Yes) + Ginger Baker (Cream)
12- Who Are You – Gretchen Wilson + Randy Bachman (Bachman-Turner Overdrive)
13- Pinball Wizard – Terry Reid + Mike Pinera (Blues Image) + Brad Gillis (Night Ranger)
14- Squeeze Box – John Wesley (Porcupine Tree) + David Cross (King Crimson)
15- Bargain – 38 Special + Ted Turner (Wishbone Ash) + Ian Paice (Deep Purple)
16- The Seeker – Joe Lynn Turner + Leslie West (Mountain)


Fonte

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Os 10 melhores bateristas de todos os tempos #4 Keith Moon (The Who)


Keith John Moon (23 de agosto de 1946 – 7 de setembro de 1978) foi o baterista da banda de rock britânica The Who. Ganhou prestígio por seu estilo inovador e exuberante na bateria, e notoriedade por seu comportamento excêntrico e por vezes destrutivo, o que lhe rendeu o apelido de "Moon the Loon" ("Moon, o Lunático"). Moon entrou para o Who em 1964, participando de todos os seus álbuns e singles a partir da estréia do grupo com "Zoot Suit" em 64 até Who Are You, de 1978, lançado três semanas antes de sua morte.

Moon era conhecido por seu estilo de bateria dramático e cheio de suspense, que frequentemente envolvia a omissão de batidas básicas em prol de uma técnica fluída e acentuada, focada em viradas progressivas pelos toms, trabalho ambidestro no bumbo e passadas e ataques selvagens nos chimbaus. Ele é citado pelo Hall da Fama do Rock and Roll como um dos maiores bateristas de rock and roll de todos os tempos.

Papel no The Who

Inicialmente Moon tocava no mesmo estilo de bandas norte-americanas de surf rock e R&B, utilizando ritmos e preenchimentos de ambos os gêneros, mas tocando mais alto e com muito mais autoridade. Ele também foi bastante influenciado pelo baterista de jazz Gene Krupa. Inspirado numa conversa que teve com Ginger Baker, Moon passou a usar um kit de bateria duplo no final de 1965. Na banda, o guitarrista Peter Townshend mantinha o tempo, já que trabalhava de maneira acentuadamente rítmica, enquanto Moon e o baixista John Entwistle solavam no topo desta base. As composições de Townshend ganhavam vida nova após ele apresentá-las a Moon e Entwistle, que transformavam as músicas em algo completamente novo e inesperado com suas técnicas distintas de tocar.

No começo da carreira do The Who a banda adquiriu a reputação de destruir seus instrumentos no final de cada show. Moon demonstrava um zelo particular quanto a esta atividade, chutando e quebrando sua bateria com vontade.

Fama de destruidor

Moon não tardou a ganhar a reputação de ser uma personalidade destrutiva. Ele era conhecido por acabar com quartos de hotel, casas de amigos e até mesmo sua própria residência, jogando com frequência móveis pelas janelas e destruindo banheiros com fogos de artifício. Estes atos eram quase sempre provocados pelo consumo de drogas e álcool mas, na maioria do tempo, Moon estava simplesmente dando continuidade ao estilo de vida pelo qual se tornou famoso.

Uma das histórias mais conhecidas narra a festa de seu 21º. aniversário: na ocasião, ele conduziu um Lincoln Continental direto para dentro de uma piscina - trata-se de uma controvérsia a veracidade ou não dos fatos, com Tony Fletcher, biógrafo de Moon, negando o episódio, enquanto Roger Daltrey afirma ter presenciado o prejuízo de 50 mil dólares. Mas devido a seu bem conhecido comportamento, não é difícil imaginar como uma história como essa pôde ser propagada.

Em 1970, Moon se envolveu em um incidente na saída de um pub em Londres, quando seu motorista e guarda-costas, Cornelius "Neil" Boland, foi atropelado e morto. Boland havia saído do carro para tentar conter um tumulto quando foi derrubado; Moon, desesperado, guiou para longe dali, só descobrindo quilômetros mais adiante o corpo do motorista preso nas engrenangens do automóvel. Embora um subsequente processo judicial tenha declarado a inocência de Moon, o baterista se culparia pelo acidente pelo resto de sua vida.

O apetite de Moon pela vida alucinada custaria posteriormente a deterioração de suas habilidades na bateria e a confiança de seus companheiros de banda na sua capacidade como instrumentista.

Trabalho fora do Who

Embora o trabalho com o The Who dominasse a carreira de Moon, ele chegou a participar de alguns projetos paralelos. Em 1966, Keith juntou-se ao guitarrista Jeff Beck do Yardbirds e com os futuros Led Zeppelin Jimmy Page e John Paul Jones para gravar uma instrumental, "Beck's Bolero", lançada no final daquele mesmo ano.

Em 1967, Moon foi convidado pelos Beatles para participar do coro da canção All You Need Is Love, numa apresentação ao vivo na primeira transmissão mundial via-satélite, em 26 países simultaneamente. A apresentação foi transmitida ao vivo do lendário estúdio Abbey Road e contou também com as participações de Mick Jagger, Eric Clapton, Marianne Faithfull e Graham Nash no coro do refrão da música.

Em 1975 ele lançou seu primeiro e único álbum solo, uma coleção de covers de canções pop chamada Two Sides of the Moon. Curiosamente Moon resolveu assumir o papel de cantor, enquanto a bateria foi relegada a outros músicos, como Ringo Starr e Jim Keltner.

Em 1971 Moon fez uma participação especial no filme 200 Motels de Frank Zappa. Ele voltaria às telas com That'Il Be the Day de 1973, e também no filme Tommy, de 1975.

Morte

A última noite de Keith Moon foi como convidado de Paul McCartney na estréia do filme The Buddy Holly Story. Depois de jantar com Paul e Linda McCartney, Moon e sua namorada, Annette Walter-Lax, deixaram a festa mais cedo e retornaram a seu apartamento em Curzon Place, Londres. Ele morreu dormindo, consequência de uma overdose do medicamento que ele estava usando em seu tratamento contra o alcoolismo. O laudo do legista apontou 32 pílulas de Heminevrin em seu organismo, 26 delas ainda não dissolvidas. O apartamento na Curzon Place havia sido emprestado a Keith por seu amigo Harry Nilsson. Coincidentemente, "Mama" Cass Elliot (vocalista do The Mamas and The Papas) morrera no mesmo apartamento quatro anos antes. Amargurado com a perda de dois amigos, Nilsson nunca mais retornou ao local, posteriormente vendendo o apartamento a Pete Townshend. 
       

sexta-feira, 20 de julho de 2012

The Who: ingressos de show cancelado em 1979, poderão ser usados em atual turnê

Ingressos não usados da apresentação cancelada do The Who em 1979 na cidade de Providence (EUA) poderão ser usados no show da atual turnê.

Os donos do local do show disseram que qualquer um que ainda tiver o ingresso de 33 anos atrás pode trocar pelo bilhete atual que custa 127 dólares. O show de 79 foi cancelado pelo prefeito da cidade devido a notícias de muita violência nos shows que a banda vinha fazendo e o The Who nunca mais voltou à cidade até agora.  


Fonte